A Força Aérea Portuguesa ativou, na madrugada de quinta-feira, o maior dispositivo aéreo desde o início das operações de resposta às recentes intempéries, reforçando o número de aeronaves em alerta de oito para 14. O reforço foi determinado face à possibilidade de evacuação na região de Coimbra, representando o pico de meios aéreos disponíveis desde o começo da operação.
De acordo com a informação divulgada a 13 de fevereiro, foram realizadas três missões de reconhecimento aéreo com helicópteros AW119 Koala, cobrindo os rios Douro, Ave, Tejo, Guadiana e Sado. As operações tiveram especial incidência em zonas consideradas críticas, nomeadamente em Alcácer do Sal, onde se mantém vigilância apertada da evolução hidrológica.
No terreno, estiveram empenhados 630 militares, com presença em Alcácer do Sal, Tancos, Leiria e Arruda dos Vinhos, desenvolvendo ações de apoio às populações. As intervenções incluíram recuperação de troços rodoviários, remoção de destroços, limpezas, fornecimento de refeições e disponibilização de banhos quentes, entre outras tarefas de suporte logístico.
Desde o início da resposta às intempéries, a Força Aérea realizou 26 voos, totalizando mais de 60 horas de voo. Foram mobilizadas todas as tipologias de meios aéreos dedicados, incluindo aeronaves C-130H, KC-390 e P-3C, bem como helicópteros AW119 Koala, EH-101 Merlin e UH-60 Black Hawk. Paralelamente, a instituição mantém a recolha de imagens através de 53 satélites, tendo disponibilizado 27 imagens, maioritariamente à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
No apoio direto à população, foram asseguradas 1.553 refeições e 593 banhos quentes, além da recolha e transporte de cerca de 138 toneladas de bens doados, incluindo contributos provenientes dos arquipélagos. A Força Aérea mantém o dispositivo ativo 24 horas por dia, garantindo capacidade de resposta imediata às necessidades das populações afetadas.
