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Negócios e Empresas

Fábrica polémica destruída por incêndio em Ferreira do Alentejo

A fábrica de transformação de bagaço de azeitona em Fortes, de Ferreira do Alentejo, ficou esta madrugada destruída por um incêndio, que foi dado como extinto antes das 7 da manhã, não havendo vítimas a registar. Grande parte da fábrica foi consumida pelas chamas, apesar dos 20 operacionais bombeiros e GNR e seis viaturas que estiveram envolvidos no combate.
 
A empresa é alvo de queixas por parte dos moradores pelo menos desde 2015, que já apresentaram queixas-crime contra a fábrica, alegando maus cheiros, problemas respiratórios, dores de garganta, destruição de árvores e hortas, e uma cobertura oleosa nas casas e carros, associações ambientalistas e partidos políticos e já teve três contra ordenações graves, por ultrapassar os limites impostos nas emissões de gases para a atmosfera.
 
A empresa proprietária da unidade industrial, a AZPO-Azeites de Portugal, alegou então que “é impossível” haver actividade económica “sem impactos ambientais”, que define como “o outro lado da moeda” do desenvolvimento, tendo sido também multada pela Agência Portuguesa do Ambiente por descarga de águas residuais sem licença e sem tratamento. Mas em 2018 investiu mais de um milhão de euros na melhoria das operações da fábrica.

 

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