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Évora vai reabilitar antigos celeiros da EPAC por mais de 2,2M€

A Câmara Municipal de Évora aprovou a adjudicação da sua primeira obra no âmbito da Capital Europeia da Cultura em 2027, a recuperação estrutural dos antigos celeiros da EPAC, que vai custar mais de 2,2 milhões de euros.

Em comunicado, citado pela agência Lusa, o município referiu ter aprovado por unanimidade, na reunião camarária da última quarta-feira, a adjudicação deste “primeiro investimento no âmbito do seu programa material” para a Capital Europeia da Cultura (CEC) que vai decorrer em Évora em 2027.

O projeto é referente à reabilitação do edifício dos antigos celeiros da Empresa Pública de Abastecimento de Cereais (EPAC), uma empreitada com um valor total de 2.235,568,79 euros, com financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Carlos Zorrinho, presidente da Câmara de Évora, realçou que “esta aprovação é muito importante” para o avanço dos projetos municipais no âmbito da CEC Évora_27.

“Estamos com uma enorme pressão para conseguirmos, em tempo útil, adjudicar, iniciar e contratualizar os vários projetos materiais que competem à câmara municipal no âmbito do PRR. Esse processo está reconhecidamente atrasado, mas estamos a recuperar”, garantiu o autarca.

O responsável argumentou que “este foi o primeiro sinal de recuperação, são mais de dois milhões de euros de adjudicação, e o objetivo de todos estes processos é que eles estejam prontos no final também do PRR”, ou seja, até agosto do próximo ano.

No que toca à empreitada de recuperação do edifício dos antigos celeiros da EPAC, “uma vez aprovada pela câmara a adjudicação, o procedimento é o procedimento legal”.

“O nosso objetivo é que as obras avancem o mais depressa possível e estejam prontas naquilo que é também o limite do PRR”, assinalou Carlos Zorrinho.

O presidente da Câmara de Évora explicou ainda que esta obra incide, “sobretudo, na recuperação estrutural de um edifício que estava com muitas dificuldades”.

Após as obras, este passará a ser “um espaço para as várias atividades, um espaço flexível durante a Capital da Cultura e, depois da Capital da Cultura, vai alojar muitos projetos, muitas associações”.

“Digamos que é um espaço de uso cultural, não para público e espetáculos, mas sobretudo a importância é a utilização de um espaço numa zona muito central da cidade e que estava com grandes dificuldades em termos estruturais”, notou o autarca.

Note-se que, em julho, num processo ainda conduzido pelo anterior executivo da CDU que liderava a o município de Évora, foi publicado em Diário da República o concurso público simplificado para a empreitada de reabilitação dos antigos celeiros da EPAC, que alberga atualmente três agentes culturais.

 

Fotografia de facebook.com

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