Tribuna Alentejo
rob
Alto Alentejo

CIDADÃOS DE PORTALEGRE QUEREM “SALVAR” A FÁBRICA ROBINSON

Ocupa desde 1837 cerca de sete hectares do centro histórico de Portalegre e as suas duas imponentes chaminés marcam indiscutivelmente o perfil da cidade de Portalegre. Falamos da desativada Fábrica Robinson que operou por mais de 170 anos na indústria da cortiça em bruto, até 2009 quando foi declarada a insolvência da Sociedade Corticeira Robinson.

Agora e apesar de classificada de Interesse Público pelo IPPAR mas em estado de abandono, está a mobilizar um grupo de cidadãos que a quer ver recuperada e preservada como património da arqueologia industrial e cuja memória está ligada a "milhares de portalegrenses" e representa "uma das mais significativas referências histórico-culturais de Portalegre, da região do Alentejo e de Portugal, associada ao recurso endógeno da cortiça desde a sua produção no montado de sobro, à sua transformação por processos industriais e utilização nas nossas casas", como se pode ler no texto que sustenta a petição deste grupo de cidadãos, dirigido à Assembleia da República.

Apesar destas preocupações a cidade possui um dia Robinson que envolve habitualmente a autarquia e a Fundação Robinson, cujos instituidores foram então a Sociedade Corticeira Robinson S.A., a Região de Turismo de São Mamede (RTNA), o Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e a Câmara Municipal de Portalegre, cuja presidente preside também ao conselho de curadores da Fundação.

A petição Salvem a Robinson! – Património Industrial Corticeiro conta já com mais de 1400 subscrições e sustenta uma conferência de imprensa que está marcada para amanhã em Portalegre.

Imagem de capa de Raúl Ladeira © 2005

 

Artigos relacionados

Infestação de percevejos no centro de formação da GNR em Portalegre obriga a desinfestação e aulas à distância

Redação Alentejo

PSP chamada a intervir em reunião pública em Elvas, após confrontos físicos e ofensas entre ex-vereador e Presidente da Câmara

Redação Alentejo

Barragem do Pisão mantém obras suspensas após processos judiciais

Redação Alentejo

Empresa espanhola acusada pelo Ministério Público de fazer entrar trabalhadores ilegais em Elvas, vindos da Argélia e Marrocos

Redação Alentejo

Castelo medieval de Barbacena em Elvas vai ser hotel de luxo de 5 estrelas

Redação Alentejo

PS de Portalegre não compreende motivos para a reestruturação dos serviços de oncologia no Alto Alentejo e teme pelos doentes afetados

Redação Alentejo