A presença do vírus da Febre do Nilo Ocidental foi oficialmente confirmada em Portugal, após a deteção de oito focos no Alentejo ao longo de 2025. A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária salientou que a situação exige atenção acrescida, recomendando a vacinação de equídeos nas zonas de maior risco e a adoção de medidas adicionais de proteção contra mosquitos. Para além dos registos no Alentejo, foram igualmente identificados quatro focos na região de Lisboa e Vale do Tejo, reforçando a necessidade de vigilância contínua.
Segundo a DGAV, várias notificações de suspeitas em cavalos levaram à realização de análises laboratoriais, que acabaram por confirmar a circulação do vírus no território nacional. As autoridades apelam à colaboração dos proprietários de animais, sublinhando a importância de comunicar rapidamente quaisquer sinais clínicos compatíveis com a doença, de forma a permitir uma intervenção mais célere.
Entre as recomendações emitidas destaca-se a vacinação dos equídeos nas áreas assinaladas, bem como a aplicação regular de repelentes e a eliminação de águas estagnadas, onde os mosquitos tendem a proliferar. A entidade lembra ainda que a vacinação voluntária pode ser realizada em qualquer ponto do país, desde que solicitada pelo médico veterinário responsável e cumpridas as orientações definidas no Manual de Procedimentos.
