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Aberto aviso de concurso para modernização da Linha do Alentejo

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo anunciou hoje, quinta-feira, que está aberto o aviso de concurso para modernização da Linha do Alentejo (troço Casa Branca-Beja), com uma dotação superior a 80 milhões de euros.

Em comunicado, citado pela Lusa, a CCDR do Alentejo explicou que este aviso é destinado à modernização, requalificação e eletrificação da ferrovia da Linha do Alentejo, estando este projeto enquadrado no Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030).

“Este aviso visa promover uma mobilidade mais sustentável e eficiente na região, potenciando a coesão territorial e contribuindo para os objetivos de descarbonização do setor dos transportes”, lê-se no documento.

De acordo com a CCDR do Alentejo, o beneficiário deste aviso é a Infraestruturas de Portugal.

O aviso prevê uma dotação indicativa de 80,6 milhões de euros, com uma taxa máxima de cofinanciamento de 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), decorrendo o aviso até 16 de junho de 2025.

Para a CCDR, esta intervenção representa “um passo significativo” para o desenvolvimento sustentável da região do Alentejo, “melhorando” a infraestrutura ferroviária e “contribuindo” para um sistema de transportes mais moderno e eficiente.

Recorde-se que, em outubro de 2024, o PS questionou o Governo sobre a “efetiva necessidade de encerrar”, durante quase dois anos, a linha ferroviária entre Casa Branca, no concelho de Vendas Novas, e Beja, para a realização de obras de modernização.

Numa pergunta dirigida ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, entregue na Assembleia da República (AR), os deputados socialistas Nelson Brito (eleito por Beja), Ricardo Pinheiro (por Portalegre) e Hugo Costa (Santarém) dizem que a modernização das infraestruturas ferroviárias é “essencial para o desenvolvimento das regiões”.

Em comunicado, a Federação do Baixo Alentejo do PS realçava que os deputados manifestavam, contudo, “temer o encerramento da linha Casa Branca – Beja durante 21 meses, conforme está previsto no plano da [empresa] Infraestruturas de Portugal”.

Além disso, o PS perguntava se existia “a possibilidade de realizar as obras sem suspensão completa da circulação, como em casos anteriores, usando interdições temporárias ou períodos noturnos”, e quais as alternativas de transporte para as populações durante o período de encerramento, e se estavam previstos serviços rodoviários alternativos que assegurassem a mobilidade nas mesmas condições de horários e acessibilidade.

 

Fotografia de ahresp.com

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