Os funcionários da REN Atlântico no terminal de gás natural liquefeito de Sines vão avançar para uma paralisação de três dias, agendada entre 23 e 25 de agosto de 2026. O protesto, organizado pelo SITE Sul e pela Fiequimetal, reflete uma contestação laboral que se arrasta há mais de uma década. No topo das prioridades dos trabalhadores estão a criação de um plano de pré-reforma para mitigar o desgaste do trabalho por turnos e a eliminação das disparidades salariais entre profissionais com cargos idênticos.
A federação sindical destaca que a maior parte da equipa cumpre este regime de horários há cerca de duas décadas. Segundo as projeções das estruturas representativas, a ausência de um acordo forçaria os funcionários a manterem-se nestas funções exigentes por mais quase 27 anos, perfazendo um total de quase 47 anos de trabalho rotativo. Perante este cenário, os sindicatos apelam à responsabilidade da empresa, lembrando a solidez financeira da REN e a importância crucial da infraestrutura de Sines para garantir o fornecimento de energia a nível nacional. Até ao momento, a liderança da empresa não emitiu qualquer reação oficial ao anúncio.
