A tecnológica portuguesa Neuraspace, especializada em segurança espacial através de inteligência artificial, garantiu um financiamento de 15,6 milhões de euros para acelerar a sua expansão global nos mercados comercial e militar. Deste montante, 9,6 milhões de euros provêm de fundos públicos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sendo os restantes 6 milhões de euros assegurados por investimento privado de capitais de risco. A verba do PRR será integralmente canalizada para a compra e montagem de um novo radar, pretendendo a empresa instalar esta infraestrutura numa base aérea nacional, estando já em conversações com a Força Aérea Portuguesa para definir a localização exata.
Este novo investimento reforça o ecossistema tecnológico e de segurança do país, onde Beja assume um papel central na operação da empresa através de um telescópio ótico já instalado na região, fruto de uma parceria em vigor com a Força Aérea. O telescópio ótico mais avançado de Portugal e um dos mais modernos da Europa está operacional na Base Aérea N.º 11 (BA11) em Beja. Inaugurado em setembro de 2024, o equipamento destina-se à monitorização de satélites e detritos no espaço para evitar colisões e garantir a segurança do tráfego espacial.
