Sete anos após o último acordo, o Governo português, a APS e a PSA Sines — subsidiária da gigante global PSA International, sediada em Singapura — retomaram as negociações para redefinir o contrato de concessão do Terminal XXI, visando adequar investimentos da Fase 3 face a quebras na movimentação de carga. O processo, oficializado por despacho em Diário da República, visa salvaguardar o interesse público, ajustando prazos e condições financeiras após um início de ano desafiante para o porto, que registou uma quebra de 8,6% na movimentação até maio.
A PSA Sines é a concessionária responsável pela gestão e operação do Terminal XXI, a maior infraestrutura de movimentação de contentores em Portugal. Fundada em 1999, a empresa funciona como uma subsidiária da PSA International, um dos grupos portuários mais importantes e influentes do mundo, com sede em Singapura. Estrategicamente localizada no Porto de Sines, a operadora destaca-se por possuir um cais de águas profundas que lhe permite receber e acostar simultaneamente os maiores navios porta-contentores em circulação global.
Além da sua relevância logística, a PSA Sines desempenha um papel socioeconómico crucial ao estabelecer-se como o maior empregador da região do Alentejo Litoral, gerando mais de mil postos de trabalho diretos. Atualmente, o terminal tem capacidade para movimentar cerca de 2,7 milhões de TEU por ano e encontra-se num processo contínuo de modernização tecnológica e transição ecológica. Os seus investimentos mais recentes focam-se na automação parcial de guindastes de parque e na eletrificação de equipamentos pesados, procurando reduzir o impacto ambiental e aumentar a eficiência das operações portuárias nacionais.
