O terminal do Porto de Sines recebeu duas cargas de gás natural liquefeito (GNL) oriundas do Ártico russo no primeiro semestre de 2026, somando 147 170 toneladas que entraram em território nacional a escassos meses do embargo total europeu. Este descarregamento em Sines integrou um esforço logístico maior da União Europeia (UE), que absorveu mais de 97% da produção da central Yamal LNG entre janeiro e junho, traduzindo-se em 136 das 140 cargas mundiais e num investimento de 5,96 mil milhões de euros. Enquanto a Ásia reduziu as suas compras em 84%, os portos europeus aumentaram as importações em 16% face ao ano anterior, servindo de base de apoio crucial para os navios quebra-gelo russos antes das restrições severas programadas para o início de 2027.
No topo dos compradores europeus posicionou-se a França, que liderou isolada ao receber 51 navios carregados com 3,74 milhões de toneladas de gás natural liquefeito. Logo a seguir, a Bélgica assegurou a segunda posição com o desembarque de 37 cargas que totalizaram 2,70 milhões de toneladas, enquanto a Espanha fechou o grupo dos três principais destinos continentais ao absorver 34 cargas equivalentes a 2,50 milhões de toneladas. A uma distância considerável destes três líderes, os Países Baixos importaram ainda 12 carregamentos num volume total de 881 970 toneladas, completando o mapa dos grandes entrepostos que antecederam as duas descargas registadas em Portugal..
