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Negócios e Empresas

Sindicato do Terminal XXI levanta pré-aviso de greve e responsabiliza empresa pela instabilidade laboral em Sines

O Sindicato dos Trabalhadores do Terminal XXI rejeitou esta sexta-feira qualquer responsabilidade pela instabilidade social e pela quebra de volumes registada no Porto de Sines, contrariando um comunicado divulgado pela PSA Sines, concessionária do terminal. Em declarações, o presidente da estrutura sindical, Luís Peixoto, afirmou que a empresa tem sido “intransigente” na procura de um acordo que assegure a paz social, considerando injusta a imputação de responsabilidades ao sindicato pelo desvio de linhas da Mediterranean Shipping Company (MSC) para outros terminais.

Segundo o dirigente sindical, a decisão de retirar o pré-aviso de greve, que tinha sido emitido a 26 de novembro, foi tomada para demonstrar sentido de responsabilidade e maturidade por parte do sindicato, num contexto que considera já suficientemente marcado por tensão laboral. Ainda assim, sublinhou que as greves ocorridas ao longo do ano são legítimas e resultam, no seu entender, da falta de entendimento da empresa com o subscritor do Acordo de Empresa, salientando que as consequências dessas paralisações decorrem da postura adotada pela concessionária.

Apesar do levantamento da greve, o sindicato pretende levar a situação à Administração dos Portos de Sines e do Algarve e ao Ministério das Infraestruturas, com o objetivo de expor aquilo que considera ser um clima de pressão sobre os trabalhadores. Luís Peixoto afirmou que a decisão não foi motivada por medo ou intimidação, mas pela responsabilidade de evitar um agravamento do ambiente no terminal, referindo declarações da empresa sobre eventuais despedimentos coletivos e uma situação que classifica como insustentável.

O sindicalista admitiu, no entanto, que não está afastada a possibilidade de futuras formas de contestação, incluindo novas paralisações, caso não haja avanços no diálogo. Explicou ainda que um plenário de trabalhadores, inicialmente previsto para discutir um possível acordo com a empresa, acabou por ser cancelado devido à falta de consenso quanto à interpretação de algumas propostas, em particular no que diz respeito às tabelas salariais. A discordância sobre estas matérias inviabilizou a apresentação do acordo aos trabalhadores.

O pré-aviso de greve agora retirado tinha como principais reivindicações a oposição à imposição de horários e à regressão das carreiras salariais, bem como a necessidade de negociar novas tabelas remuneratórias. A estrutura sindical representa cerca de 400 trabalhadores, num universo aproximado de 1.300 funcionários do Terminal XXI, mantendo a sua posição de defesa dos direitos laborais e da estabilidade social no porto de Sines.

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