O Porto de Sines recebeu três reatores que serão parte integrante da nova unidade de produção de biocombustíveis avançados da Galp, prevista para entrar em operação em 2026. Este projeto, pioneiro na Europa, está associado a uma transformação significativa na refinaria de Sines, incorporando também uma unidade de produção de hidrogénio verde em escala industrial.
A iniciativa faz parte de um investimento global de 650 milhões de euros, com 400 milhões destinados à produção de biocombustíveis e 250 milhões à instalação da unidade de hidrogénio verde, com capacidade para 100 MW de eletrólise e uma produção anual de 15 mil toneladas de hidrogénio renovável. A unidade de biocombustíveis avançados, por sua vez, contará com uma capacidade anual de produção de 270 mil toneladas, empregando óleos vegetais e gorduras animais para fabricar combustíveis sustentáveis para aviação e gasóleo.
Os reatores, fabricados em Itália, foram transportados para a refinaria com o uso de módulos motorizados devido às suas dimensões colossais. O maior reator, com 30 metros e 250 toneladas, precisou de um trajeto mais longo devido às restrições de infraestrutura nos percursos mais curtos.
A operação, considerada uma das mais complexas já realizadas no Terminal XXI do Porto de Sines, destacou a capacidade deste porto como um hub de carga de projeto, reforçando sua relevância nas rotas marítimas internacionais.
A nova unidade, fruto da parceria entre a Galp e a japonesa Mitsui, criará 76 postos de trabalho permanentes e envolverá cerca de 1.150 trabalhadores durante o pico da construção. Além disso, contribuirá para a descarbonização, promovendo combustíveis de baixo carbono essenciais à transição energética e consolidando o papel de Portugal na inovação tecnológica no setor energético.
Essa transformação coloca a refinaria de Sines na vanguarda dos projetos de descarbonização da indústria, com potencial impacto positivo no desenvolvimento sustentável e na economia do país.
Imagem de portosdeportugal.pt
