A Polícia Judiciária (PJ) encontra-se a investigar dois furtos de painéis do século XVIII ocorridos numa igreja de Monforte e numa igreja de Redondo, anunciaram ontem, quinta-feira (13), fontes da PJ e da Arquidiocese de Évora.
A Arquidiocese de Évora revelou, através de comunicado, citado pela agência Lusa e pelo jornal Observador, que a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Monforte, e a Igreja de São Bento do Zambujal, em Redondo, foram “assaltadas nos últimos dias”, tendo sido levados azulejos de ambas.
O alerta para o primeiro assalto, que aconteceu na igreja de Monforte, foi dado por funcionários da junta de freguesia, na sexta-feira da semana passada, no “contexto de limpezas dos terrenos circundantes”, pode ainda ler-se no mesmo documento.
Uma fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou, em declarações à Lusa, na passada segunda-feira (10), que foram furtados daquela igreja cerca de 100 azulejos.
Citada no comunicado da Arquidiocese de Évora, Teresa Cunha Sardinha, do departamento de Cultura da Câmara Municipal de Monforte, esclareceu que foram furtados “azulejos de padrão tapete (não figurativos)” e que este furto “significou a destruição de muitos outros”.
“O caso foi denunciado à GNR e, depois, à Polícia Judiciária, responsável pela investigação em curso”.
A Igreja, que pertence à Paróquia de Monforte e fica fora da malha urbana, já tinha sido assaltada no passado, há cerca de oito anos, recordou a arquidiocese.
O segundo assalto ocorreu na igreja de São Bento do Zambujal, em Redondo, que foi sede da paróquia que tinha o mesmo nome e foi extinta no ano de 1964.
Esta Igreja, que fica numa zona desabitada, pertence à Paróquia de Redondo e situa-se nos terrenos de uma herdade privada. Terá sido o proprietário a dar o alerta, de acordo com o comunicado, embora a data do furto não tenha sido indicada.
Na mesma nota, o padre António Sanches afirmou que foram furtados “três painéis de azulejos do século XVIII, de um total de seis existentes, representando a vida de São Bento”.
A denúncia já foi feita, estando o caso a ser agora investigado pela PJ.
A Arquidiocese de Évora revelou preocupação em relação a estes dois assaltos e garantiu que “acompanhará com atenção os processos de investigação em curso”.
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