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Plataforma Cidadã quer obras na ferrovia do Alentejo financiadas pelo PRR

A comissão dinamizadora da plataforma cidadã “Sim ao Aeroporto Internacional de Beja” defende que as obras necessárias nas ligações ferroviárias do Alentejo devem ser financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), ideia que já enviou por escrito ao Governo. 

Na carta, que foi enviada na semana passada a Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, a plataforma cidadã salienta a “importância estratégica” da modernização e eletrificação do troço ferroviário entre Beja e Funcheira e defende a criação da variante da Linha do Alentejo ao Aeroporto de Beja, noticia a agência Lusa, que teve acesso ao documento.

Este investimento deve “ser considerado, com caráter de urgência e de interesse nacional”, defende a plataforma, sublinhando que este vai ter “impactos positivos” em toda a região sul do país.

A possibilidade de se “garantir a ligação direta de Faro às capitais do Alentejo e à Estremadura espanhola e destas com o Algarve” e o facto de “garantir e dar fiabilidade ao crescente transporte de mercadorias entre Sines e o resto do país, bem como para o estrangeiro” são alguns dos impactos positivos enumerados.

Este investimento poderia também “servir a agricultura, as agroindústrias e o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, […] responder à crescente e exponencial procura turística no Alentejo e Algarve […] e garantir o transporte de qualidade num território que representa mais de um terço do território nacional”, considera também.

Na mesma carta, a plataforma relembra que o troço ferroviário entre Beja e Funcheira já existe e tem “características excecionais, desde que modernizado e eletrificado, para garantir a circulação de mercadorias e a circulação de comboios de passageiros em velocidades entre os 200/250 kms/hora”.

Esta é, para a plataforma, a “única forma de esmagar o tempo necessário para percorrer as distâncias que separam o Aeroporto de Beja do Algarve, da península de Setúbal e da Estremadura espanhola que são a base do seu ‘hinterland’ natural”.

Além disso, este investimento permitiria igualmente “fazer do Aeroporto de Beja parte da solução dos problemas aeroportuários com os quais o país se defronta”, devendo ser feito com “a reprogramação em curso do PRR”.

“É uma oportunidade, que pode ser única, para responder positivamente à resolução n.º 6 da Assembleia da República, […] no sentido de ser assegurada a modernização e eletrificação de toda a Linha Ferroviária do Alentejo e uma maior utilização do Aeroporto de Beja em todas as suas vertentes”, termina. 

 

Fotografia de alentejo.sulinformacao.pt

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