A Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal e a Portugal Nuts reuniram-se com o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, a propósito da contestação das duas associações das “declarações da EDIA [Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva]” relativamente “às propostas apresentadas que pretendem penalizar as culturas permanentes”.
De acordo com a Olivum, citada pelo jornal O Atual, na reunião “foi reiterado o compromisso e a total disponibilidade das duas associações e setores que representam para colaborar com o ministério da Agricultura, de modo a que se assegure a sustentabilidade financeira do EFMA” e que se “garanta a continuidade da competitividade das culturas permanentes, como o olival e o amendoal no Alqueva”.
Além disso, foi ainda manifestada “a preocupação face à proposta de diferenciação de tarifas de água no Alqueva, com agravamento para as culturas permanentes, como a amêndoa e o olival, no Alentejo”.
Foi também transmitido que “as dotações de rega definidas pela EDIA, continuam a ser insuficientes para fazer face às necessidades hídricas das culturas no olival e no amendoal, estando abaixo dos valores técnicos demonstrados pelo estudo que apresentaram”, intitulado “O Olival e Amendoal no EFMA – Cenários sobre a disponibilização de água para rega”.
Segundo a Olivum e a Portugal Nuts, as situações apontadas “limitam as produtividades mais elevadas, colocando em causa o potencial produtivo das culturas, a viabilidade económica dos investimentos realizados e futuros, e a geração de maior valor económico para a agricultura e para o país”.
Fotografia de portugal.gov.pt
