O número de casas disponíveis para venda no Alentejo registou uma descida acentuada no final de 2025, acompanhando a tendência de quebra de 13% registada a nível nacional.
De acordo com os dados do Idealista, o distrito de Évora foi o que sofreu a maior retração na região, com o stock habitacional a cair 16%, enquanto no distrito de Portalegre a diminuição foi de 12%. Já o distrito de Beja apresentou a descida mais ligeira, fixando-se nos 2%.
Contudo, o cenário inverte-se quando analisadas apenas as capitais de distrito: a cidade de Beja registou uma das maiores quebras do Alentejo, com a oferta a encolher 17%, superando largamente as reduções de 9% verificadas nas cidades de Évora e de Portalegre.
Esta redução generalizada da oferta habitacional no mercado nacional ocorre num contexto de estabilidade no emprego, descida dos juros no crédito à habitação e novos apoios públicos, como a isenção de IMT para jovens. No Alentejo, este dinamismo na compra tem esgotado o stock disponível de forma mais rápida do que a entrada de novos imóveis no mercado.
A nível nacional, a tendência foi transversal à maioria dos distritos, com as cidades de Bragança e do Porto a verem a sua oferta de casas diminuir 27%, seguidas da cidade de Faro, com uma descida de 25%. Em termos de distritos, o da Guarda foi a única exceção, onde o stock aumentou 7%.
