Uma forte polémica estala em Alter do Chão após o resgate de um bufo-real juvenil, com um cidadão e a Guarda Nacional Republicana a apresentarem versões contraditórias sobre o destino do animal. Através das redes sociais, o popular que encontrou a ave com uma asa fraturada na zona de Chança acusou o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR de Portalegre de negligência, alegando um atraso de 51 horas no encaminhamento do espécime que terá culminado na sua morte. Segundo a sua denúncia, o animal foi entregue no posto de Alter do Chão na tarde de sábado, dia 11 de julho, mas os militares só o recolheram no domingo seguinte, dando supostamente entrada no Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco na noite de segunda-feira, dia 13 de julho, onde terá falecido devido ao seu estado debilitado.
Em contrapartida, a GNR desmente categoricamente esta narrativa e assegura o total cumprimento dos protocolos estabelecidos. O Alferes Sandro Fernandes, do Comando Territorial de Portalegre, esclareceu que a ave foi entregue no posto policial no domingo, dia 12 de julho, e não no sábado. O oficial explicou que o bufo-real foi transportado e entregue logo na manhã seguinte, segunda-feira, pelas 09h00, assim que as instalações do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) em Portalegre — e não em Castelo Branco — ficaram operacionais. As autoridades garantem que o animal se encontrava estável e em boas condições de saúde no momento da entrega, desconhecendo qualquer desfecho fatal posterior. Face ao sucedido, o SEPNA recorda que qualquer cidadão que detete um animal selvagem ferido deve contactar de imediato a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) ou submeter uma denúncia digital pelos canais oficiais da guarda.
