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Alto Alentejo

Mau tempo causa prejuízos de 47M€ no Alto Alentejo

O mau tempo que fustigou o distrito de Portalegre no início deste mês provocou prejuízos na ordem dos 47 milhões de euros, revelou o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Hugo Hilário.

Em declarações à agência Lusa, o responsável afirmou que “o levantamento que está feito é de 47 milhões de euros de prejuízos, mas todos os dias chegam novos dados”, pelo que o balanço total de danos pode “chegar aos 50 milhões de euros”.

Segundo Hugo Hilário, “os danos foram muito significativos” e “o Alto Alentejo foi fustigado de uma forma abrupta por esta intempérie”, que foi sentida com particular gravidade no dia 13 de dezembro, em diversos concelhos.

O presidente da CIMAA, que preside também à Câmara de Ponte de Sor, sublinhou que os valores dos prejuízos apurados dizem apenas respeito às áreas da habitação, atividades económicas, equipamentos e infraestruturas municipais.

“Não estão incluídos aqueles que foram os prejuízos da responsabilidade do setor agrícola, que vão ter uma linha específica [de apoio] do Ministério da Agricultura”, nem os danos a cargo “das Infraestruturas de Portugal, nomeadamente estradas nacionais”, alertou.

A CIMAA espera entregar, esta sexta-feira, o levantamento dos prejuízos causados pelo mau tempo à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, para que, depois, esta entidade possa fazer chegar este levantamento ao Ministério da Coesão Territorial.

De acordo com o responsável, dos 15 concelhos que integram o distrito de Portalegre, apenas o município de Alter do Chão não sinalizou prejuízos.

O autarca indicou ainda que o município de Fronteira foi o que apresentou um valor de prejuízos mais elevado, na ordem dos “14 milhões de euros”. “Isto é estimativo, não são valores tecnicamente apurados”, disse.

Note-se que o distrito de Portalegre, além dos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Coimbra, foi uma das regiões mais afetados pelo mau tempo que atingiu Portugal no início deste mês.

Na sequência desses dias marcados pelo mau tempo, que causaram inundações em habitações, estradas e espaços públicos, desalojados e prejuízos na agricultura, entre outros danos, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, efetuou várias deslocações a concelhos do distrito de Portalegre.

Na altura, a governante garantiu que “não faltará ajuda nem meios” para repor os danos provocados pela intempérie.

O Ministério da Agricultura garantiu também estar a acompanhar, com os agricultores e responsáveis dos municípios, o levantamento dos prejuízos no setor em cinco concelhos de Portalegre.

 

Fotografia de ensino.eu

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