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Negócios e Empresas

Indorama fecha fábrica em Sines e despede 60 trabalhadores

A fábrica da Indorama Ventures, situada no Complexo Industrial de Sines, vai encerrar portas no final deste mês, após um ano em regime de lay-off. O fecho da unidade, que produz ácido tereftálico purificado (PTA) para a fabricação de embalagens de plástico alimentar, deixará 60 trabalhadores sem emprego, confirmou uma fonte sindical.

Hélder Guerreiro, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE-Sul), revelou à agência Lusa que os trabalhadores foram informados do encerramento há cerca de uma semana, através de um documento que fixa o dia 31 de março como a data final de funcionamento. O sindicalista classificou este desfecho como “há muito antecipado” pelo sindicato, que, desde o início do lay-off em setembro de 2023, alertava para o risco de encerramento e para as suas consequências, tanto para os trabalhadores como para a capacidade produtiva do país.

O lay-off teve início em outubro de 2023, com uma duração inicial de seis meses, renovável por igual período, durante o qual os trabalhadores receberam 66% do salário. Em junho de 2024, apenas metade dos cerca de 130 funcionários iniciais permanecia na empresa. Após o fim do lay-off em outubro de 2024, os trabalhadores regressaram às funções normais, mas desde novembro que a fábrica estava parada. Atualmente, estão em curso negociações para a cessação dos contratos, com os trabalhadores a terem direito a uma indemnização de um salário por ano de antiguidade, formação e seguro de saúde, conforme o acordo de empresa.

A Indorama Ventures, uma multinacional tailandesa, adquiriu a antiga fábrica da Artlant em novembro de 2017 por 28 milhões de euros. A unidade, que tem uma capacidade anual de 700 mil toneladas de PTA – matéria-prima essencial para o politereftalato de etileno (PET) usado em garrafas e outras embalagens –, foi comprada após a insolvência da Artlant, declarada em julho de 2017 pelo Tribunal de Lisboa. Hélder Guerreiro apontou ainda a possibilidade de a fábrica ser deslocalizada, defendendo que, mesmo com a saída da Indorama, a infraestrutura deveria permanecer no concelho, sendo vendida ou cedida a outra empresa para manter a produção e os empregos.

O SITE-Sul apelou ao Governo e ao presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, para intervirem contra o que considera “mais um crime contra a produção nacional e a desindustrialização da região”. Num comunicado, o PCP lamentou o encerramento, solidarizando-se com os trabalhadores e classificando o caso como “mais um capítulo negro da desindustrialização do país e de destruição social”, criticando ainda o uso de verbas da Segurança Social durante o lay-off sem resultados positivos para os trabalhadores ou para Portugal.

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