A Ordem dos Médicos alertou para o grave declínio do serviço de Ortopedia do Hospital do Espírito Santo de Évora, que conta atualmente com apenas dois clínicos e perdeu este ano a capacidade de formar novos especialistas.
A estrutura sub-regional manifestou profunda preocupação com a falta de recursos humanos na Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central, sublinhando que a perda da idoneidade formativa agrava a dificuldade em atrair e fixar médicos, comprometendo a renovação das equipas e a assistência a uma população já dispersa geograficamente.
Embora o atendimento de urgência e trauma continue assegurado, este depende fortemente de médicos contratados à tarefa, um modelo que a organização critica, defendendo que o correto seria ter um corpo clínico estável e permanente do quadro hospitalar. O alerta ganha ainda mais peso face ao aumento esperado de visitantes devido ao turismo e à dinamização de Évora como Capital Europeia da Cultura em 2027, exigindo um planeamento de saúde robusto.
Por fim, a Ordem exige uma intervenção urgente da tutela e da administração, lembrando que a construção do novo hospital da região deve vir acompanhada da contratação dos profissionais necessários, e não apenas de infraestruturas renovadas.
