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FALECEU O ARTISTA PLÁSTICO ANTÓNIO INVERNO

O pintor só considera a obra concluída quando abre mão dela e perde completamente o seu contacto; caso contrário, nunca cessa de lhe vincar mais um contorno, de lhe meter aqui mais luz ou de lhe sombrear ali uma expressão.  – António Inverno 

O artista plástico António Inverno, faleceu aos 71 anos e era uma referência da arte contemporânea nacional, quer como pintor quer como serígrafo.

Nasceu em Monsaraz, Freguesia de Reguengos de Monsaraz (Évora) em 1944, mas ao s 12 anos partiu para Lisboa.

Estudou e trabalhou depois no atelier de Jorge Barradas, na fábrica da Viúva, em Lamego. Em 1968 regressou a Lisboa e e colaborou na decoração de interiores do edifício da atual sede da Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Foi colaborador da revista Seara Nova, promovendo edições em serigrafia de artistas portugueses contemporâneos. Quando iniciou a sua atividade como serígrafo, em 1972, começou a colaborar com Júlio Pomar, Marcelino Vespeira, António Charrua, Eduardo Nery, Maria Keil, Francisco Relógio, Jorge Vieira, o também alentejano Espiga Pinto, entre outros.

Foi sócio fundador da AR.CO e do Centro Cultural de Almada e foi um ativista da dinamização cultural.

Era membro efetivo da Academia Nacional de Belas-Artes e Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Venceu o Prémio Nacional de Pintura da Academia Nacional de Belas-Artes em 1995 e atualmente era também professor na Escola Superior de Educação de Beja.

António Inverno está representado em museus e coleções no País e no estrangeiro. 

 

Veja aqui parte da obra do autor.

 

Fotografia de João Domingos daqui

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