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Exposição em Reguengos de Monsaraz revela legado do Arquivo Leisner e riqueza arqueológica do concelho

O município de Reguengos de Monsaraz está a mostrar, a partir do arquivo dos investigadores alemães Georg e Vera Leisner, os primórdios da arqueologia no concelho na exposição “O Casal Leisner – Entre Antas e Arquivos”, que pode ser visitada até ao dia 02 de maio, no Auditório António Marcelino da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz.

Esta exposição, que foi inaugurada ontem, quinta-feira (02), “destaca a relevância que este casal de arqueólogos teve no estudo do património megalítico do Alentejo” ao longo da primeira metade do século passado, explica o município.

Com esta iniciativa, a autarquia comemora o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, “celebrando a proteção e a divulgação patrimonial”. A data é ainda assinalada na manhã de dia 18 deste mês, com a projeção do documentário “Paisagem Ancestral: Recintos Cerimoniais de Terras do Guadiana”, da ERA Arqueologia, que inicia viagem no Complexo Arqueológico dos Perdigões e segue para “outros recintos de fossos cerimoniais e de agregação comunitária constituídos durante o Neolítico e a Idade do Cobre”, avança. Depois do documentário, há ainda uma visita à exposição, “para explorar e desvendar curiosidades sobre o património arqueológico do concelho”.

O Arquivo Leisner é, mais do que um conjunto de fotografias e documentos, um “testemunho único de olhar pioneiro sobre a paisagem arqueológica da região”. Graças ao seu trabalho sistemático, “foram fixados no tempo monumentos, contextos e interpretações que continuam a ser essenciais para o conhecimento atual da História de Reguengos de Monsaraz”.

O percurso expositivo é construído a partir de fotografias, “explorando não só o processo de registo e interpretação desenvolvido pelos Leisner, mas também a relação estabelecida com os entusiastas locais, evidenciando como estas dinâmicas contribuíram para moldar o presente e o futuro da Arqueologia reguenguense”.

Na exposição, podem ainda ser encontradas placas de xisto gravadas, “típicas dos contextos funerários megalíticos” do concelho, que fizeram parte da coleção de Pires Gonçalves e que aproximam os visitantes “do universo simbólico e religioso das comunidades pré-históricas que povoaram a região” ao longo de milénios.

A mostra “abre ainda caminho à descoberta da riqueza arqueológica do território”, materializada através de produções bibliográficas, onde a presença humana se tem manifestado continuamente durante milénios, consolidando Reguengos de Monsaraz como um “Paraíso Megalítico”. Ao interligar a investigação do passado e o conhecimento do presente, esta exposição “propõe uma reflexão sobre o papel da Arqueologia na valorização do património e na construção da identidade coletiva, destacando o Arquivo Leisner como ponto de partida para compreender o que já foi estudado, mas também o que permanece ainda por revelar”, remata.

A exposição pode ser visitada de segunda-feira a sábado, de manhã, entre as 10:00 e as 12:30, e à tarde, entre as 14:00 e as 17:30.

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