Uma missão portuguesa de ajuda humanitária partiu da Base Aérea n.º 11, em Beja, com destino à Venezuela, para apoiar as operações de socorro na sequência dos fortes sismos que atingiram o país sul-americano. A operação envolve meios da Força Aérea Portuguesa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), da Guarda Nacional Republicana (GNR), do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.
A missão é transportada por dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa, que descolaram da Base Aérea n.º 11 levando a bordo 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de equipamento e ajuda humanitária. Entre o material seguem equipamentos de busca e salvamento, apoio médico, comunicações e logística, destinados a reforçar as operações de emergência no terreno.
O contingente português integra especialistas em busca e salvamento urbano, elementos da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, profissionais do INEM, operacionais da ANEPC e bombeiros sapadores. A equipa irá colaborar com as autoridades venezuelanas na localização e resgate de vítimas, na prestação de cuidados médicos e no apoio às populações afetadas. A missão foi ativada na sequência de um pedido de assistência internacional aceite pelo Governo português.
Com esta operação, a Base Aérea n.º 11, em Beja, volta a desempenhar um papel de destaque na projeção de missões internacionais da Força Aérea Portuguesa. A infraestrutura, onde está sediada a Esquadra 506 “Rinocerontes”, que opera os aviões KC-390, dispõe das capacidades necessárias para missões de transporte estratégico e de apoio humanitário em cenários de emergência.
Os sismos que atingiram a Venezuela provocaram centenas de vítimas mortais, milhares de feridos e desalojados, mobilizando equipas internacionais de socorro de vários países. A missão portuguesa integra este esforço internacional de resposta à emergência e deverá permanecer no terreno enquanto decorrerem as operações de busca, salvamento e assistência humanitária.
