A curta-metragem “Porta-te bem”, da realizadora portuguesa Joana Alves, conquistou o Prémio Onofre de Melhor Curta-Metragem na 31.ª edição do Festival Ibérico de Cinema, que decorreu entre os dias 7 e 11 de julho, no Teatro López de Ayala, em Badajoz. Este prémio, no valor de 3.000 euros, garante à obra portuguesa uma candidatura direta aos prestigiados Prémios Goya e Feroz, confirmando a crescente relevância do cinema nacional no circuito ibérico.
Além da principal distinção, “Porta-te bem” arrecadou ainda o Prémio Alejandro Pachón para Melhor Música Original, com autoria de Miguel Vilhena, reforçando o impacto da produção nacional nesta edição do festival. A cerimónia de encerramento contou com um júri de prestígio, incluindo o realizador português Rui Pedro Sousa, e destacou-se pela diversidade de géneros e perspetivas presentes na seleção oficial.
O cinema português foi amplamente reconhecido nesta edição, com Gonçalo Waddington a vencer o Prémio do Público em Badajoz com a sua obra “À medida que fomos recuperando a mãe”, e Gonçalo Almeida, de Santiago do Cacém, a receber o galardão de Melhor Argumento pelo filme “Atom & Void”. Também outras cinematografias ibéricas marcaram presença, como “El Príncep”, de Alex Sardá (Catalunha), premiado nas categorias de Melhor Realização, Melhor Interpretação Masculina (Enric Auquer) e Melhor Fotografia (Artur-Pol Camprubí).
A 31.ª edição do Festival Ibérico de Cinema reafirmou-se como um evento de referência na Península Ibérica para a curta-metragem, promovendo a ligação entre Portugal e Espanha através do cinema. Com lotações esgotadas, programação diversificada e uma forte aposta em novos talentos, o festival encerrou com um sentimento de celebração da criatividade e do poder transformador da sétima arte.
