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Negócios e Empresas

Corticeira Amorim vai desenvolver interiores do primeiro comboio português

A CP juntou a Faculdade de Engenharia do Porto, o Instituto Superior Técnico e empresas como a Corticeira Amorim, a Efacec ou a Siemens para criar o primeiro comboio português. A notícia, que está a ser avançada pelo Público, refere que o primeiro comboio português vai ter o motor desenvolvido pela Efacec, a caixa pela Salvador Caetano, os moldes, cablagens e portas pela Associação de Fabricantes Indústria Automóvel, os interiores pela Almadesign e a Amorim e o grupo Sermec, especialista em metalomecânica de precisão e que trabalha com a Airbus.

O consórcio nacional, que dá pelo nome de Plataforma Ferroviária Portuguesa e que conta com mais de 40 empresas, prevê desenvolver 75% deste novo comboio, deixando 25% para tecnologias importadas.

A Amorim Cork Composites, fornecedora de soluções de compósitos em cortiça já está envolvida com outras empresas na investigação e desenvolvimento de componentes para bancos ferroviários, com o objectivo de desenvolver um banco para comboios de longo curso e alta velocidade, recorrendo a soluções mais integradas, mais leves, confortáveis e eco-eficientes, feitos em compósito de fibra de carbono – cortiça (CORECORK ®) ao qual é adicionado um revestimento de couro ecológico, aplicando diferentes texturas e furação, que resultam em melhorias ao nível do conforto. O couro TRAINLYS é um material desenvolvido em conformidade com a norma ferroviária NF F 16-101 e proporciona maior conforto e durabilidade, garantindo ao mesmo tempo um menor custo de operação (COO), devido a custos de manutenção reduzidos. Os benefícios que advêm da utilização do CORECORK ® são o conforto, a leveza e o isolamento térmico e acústico, características inerentes à matéria-prima cortiça.

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