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Corrida imobiliária em Sines prevê 340 novas habitações

A corrida imobiliária em Sines prevê a criação de até 340 novas habitações e moradias, impulsionada por grandes investidores para fixar trabalhadores face à crise de alojamento. Projetos da Madoqua, APS e CALB visam responder à procura habitacional, com a construção de apartamentos e moradias, incluindo complexos modulares para trabalhadores. Só a Madoqua planeia construir entre 150 e 200 apartamentos (T1, T2 e T3) num condomínio integrado com serviços, incluindo supermercado e farmácia, situado nas proximidades de Sines. O projeto visa fixar quadros especializados, médios e superiores, atraídos pelos investimentos industriais e tecnológicos da região. A Madoqua, a APS e a CALB são as três principais entidades e investidores que estão a impulsionar os novos projetos de habitação em Sines, motivados pela forte expansão industrial e logística da região.

No caso da Madoqua Renewables, trata-se de um consórcio internacional pioneiro no desenvolvimento de projetos de transição energética que lidera na região o megaprojeto MadoquaPower2X. Este plano prevê um investimento de 2,8 mil milhões de euros para a produção em escala industrial de hidrogénio verde e amónia renovável. Para acolher os profissionais que vão operar as suas futuras unidades, a empresa vai construir um condomínio residencial com capacidade entre 150 a 200 apartamentos, complementado com comércio e áreas de lazer.

Por sua vez, a APS (Administração dos Portos de Sines e do Algarve) é a empresa pública responsável pela gestão, exploração económica e desenvolvimento do Porto de Sines, o maior porto de águas profundas do país e líder no volume de carga em Portugal. A sua atuação na região garante toda a infraestrutura de ligação marítima e logística indispensável para que os novos complexos industriais se consigam fixar. Como autoridade portuária, a APS assumiu um papel público direto na crise habitacional local ao investir cerca de 10 milhões de euros para construir mais de 50 fogos residenciais, destinados especificamente a funcionários da comunidade portuária e logística.

Finalmente, a CALB (China Aviation Lithium Battery) surge como uma multinacional chinesa classificada como uma das maiores fabricantes mundiais de baterias de lítio, destinadas sobretudo ao mercado europeu de veículos elétricos e armazenamento de energia. A empresa está a ultimar o arranque da construção de uma gigafábrica de baterias na Zona Industrial de Sines, num dos maiores investimentos privados recentes em Portugal, avaliado em cerca de 2 mil milhões de euros e com a previsão de criar mais de 1.800 postos de trabalho diretos. Devido ao volume massivo de mão de obra temporária e permanente exigido pela sua futura fábrica, a CALB planeia avançar com a construção direta de 70 habitações na região para garantir alojamento aos seus operários.

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