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Ambiente

Como é que o montado alentejano pode lutar contra as alterações climáticas?

O Livro Verde dos Montados (editado em 2013 pelo Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrâneas da Universidade de Évora) define-o assim: “Originalmente classificado como um sistema agro-silvo-pastoril e descrito como um sistema multifuncional onde se equilibram e conjugam as actividades agrícolas, pecuária e florestal, devido ao decréscimo de importância das culturas sob coberto, o montado tende a ser considerado como um sistema silvo-pastoril.” No Sul de Portugal, o montado tem mais de um milhão de hectares. E espalha-se por grande parte do Alentejo e por uma área significativa da Beira Baixa Interior e da serra algarvia.

Como é que o montado pode lutar contra as alterações climáticas?

As alterações climáticas podem ser grandes inimigas do montado. Uma das imagens de marca do Alentejo é o montado, muitas vezes, adornado por sombras majestosas de sobreiros ou azinheiras. Mas esta paisagem pode ser afectada pelas alterações climáticas. Afinal, o montado é um ecossistema que domina nas zonas semiáridas, onde a água disponível para as plantas já é limitada, o que torna estas áreas vulneráveis à desertificação. 

Alice Nunes, investigadora do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) da Universidade de Lisboa, propõe fazer frente a este problema através da reposição das funções das plantas neste ecossistema e é com elas que pretende declarar guerra às alterações climáticas, numa peça que pode ser lida integralmente hoje no Público.

Ao longo do seu doutoramento, que concluiu em 2017, a investigadora estudou e identificou atributos funcionais das plantas como ferramenta para o restauro de zonas áridas, mostrando que a diversidade funcional responde de forma mais previsível ao clima do que a diversidade de espécies. Alice pretende agora desenvolver esta linha de investigação no seu pós-doutoramento.

 

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