O futuro Museu da Banda Desenhada (MBD) de Beja, o primeiro espaço museológico do género em Portugal, tem abertura prevista para 2027 e representa um investimento superior a 1,2 milhões de euros. Este projeto de grande escala cultural já conta com financiamento comunitário aprovado a 85% e visa reabilitar um edifício devoluto no centro histórico da cidade, situado na Rua Dr. Afonso Costa, popularmente conhecida como Rua das Lojas.
Recentemente, a autarquia deu um passo decisivo no processo ao lançar o concurso público para a empreitada de restauro e reabilitação da estrutura, fixado num valor de 910 mil euros e com um prazo de execução estipulado em 365 dias.
O novo equipamento cultural pretende consolidar o estatuto de Beja como uma verdadeira “capital europeia da banda desenhada”, servindo de montra para a riquíssima tradição que a cidade possui nesta vertente artística. O espaço acolherá a Bedeteca de Beja e integrará valências que vão desde áreas de receção e loja até ateliês de trabalho, espaços de investigação e galerias destinadas a exposições permanentes e temporárias. O acervo planeado permitirá aos visitantes efetuar uma viagem imersiva pela História da Banda Desenhada Portuguesa, cobrindo o período desde 1850 até à atualidade, através do usufruto de obras originais e de uma forte componente tecnológica e multimédia.
A relevância deste projeto ecoou de forma muito vincada durante a celebração da 21.ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. O prestigiado evento, que decorre na Casa da Cultura, coincidiu propositadamente com o período de preparação e instalação do museu. Sob a direção de Paulo Monteiro, coordenador do futuro museu, o festival reuniu autores de oito países e serviu para reforçar a forte dinâmica artística da região, demonstrando como o novo museu irá marcar profundamente a paisagem cultural e o desenvolvimento económico do centro histórico de Beja.
Na capa, Nuno Palma Ferro, Presidente da Câmara Municipal de Beja.
