O Baixo Alentejo contrariou a tendência de despovoamento regional ao registar 125.767 habitantes no final de 2025, fixando mais 17 pessoas face a 2024. Segundo as novas estimativas de população do Instituto Nacional de Estatística (INE), esta foi a única sub-região de todo o Alentejo a conseguir expandir o seu número de residentes, impulsionada em grande parte pelo saldo migratório e pela fixação de novos trabalhadores, que atenuaram o peso dos alentejanos que continuam a emigrar para o estrangeiro ou a deslocar-se para os grandes centros urbanos do país. No panorama desta sub-região, o município de Beja posicionou-se como o polo mais populoso, concentrando um total de 39.627 cidadãos, enquanto a vila raiana de Barrancos permaneceu no extremo oposto, apresentando o registo demográfico mais baixo com apenas 1.413 residentes.
Em termos globais, a perda de cidadãos por via da emigração e o saldo natural negativo continuam a fazer-se sentir no restante território alentejano, que viu a sua população total encolher para 514.386 residentes no término de 2025 — o que representa uma quebra líquida de 986 indivíduos face ao ano anterior. Todas as outras sub-regiões recuaram nos indicadores: o Alentejo Central manteve-se como a divisão mais habitada da província com 161.642 pessoas, apesar de ter perdido 89 residentes; o Alentejo Litoral registou a descida mais acentuada ao fixar-se em 118.492 habitantes (menos 839); e o Alto Alentejo fechou o ano com 108.485 residentes, subtraindo 75 pessoas à sua contagem anterior. Individualmente, a cidade de Évora reafirmou o seu estatuto de principal centralidade demográfica da região, albergando um total de 58.567 habitantes. Estes números regionais demonstram que, embora o Alentejo ocupe uma vasta fatia geográfica do mapa de Portugal, retém uma quota muito reduzida da população nacional, a qual ascendeu globalmente aos 11.424.031 residentes no final do ano passado.
