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Alunos internacionais intervêm na Villa Romana de Sta. Catarina de Sítimos

A Villa Romana de Santa Catarina de Sítimos, em Alcácer do Sal, foi alvo de novos trabalhos arqueológicos, tendo recebido, de 6 a 22 de agosto, um grupo de estudantes internacionais, participantes de uma Escola de Verão da ArchaeoSpain, empresa parceira neste primeiro ano de escavações.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Alcácer do Sal explica que a escavação se desenvolveu no âmbito do projeto SITIMUS – Salvaguarda e Valorização da Villa Romana de Santa Catarina de Sítimos, um Projeto Plurianual de Investigação em Arqueologia que terá a duração de quatro anos.

Os trabalhos agora realizados “incidiram nos núcleos outrora intervencionados para obter mais informação sobre os diferentes momentos de utilização e melhorar a caracterização destes edifícios, alargando as áreas escavadas”, refere a mesma fonte.

Estes trabalhos permitiram confirmar “o uso agrícola em época contemporânea” na área da grande natatio, assim como a identificação de “um estrato de cinzas que poderá estar associado a uma fornalha”, mas que, porém, “carece de confirmação em trabalhos futuros”.

Além disso, as cerâmicas encontradas e o estudo dos diferentes compartimentos de um possível hipocausto “dão assim maior solidez à hipótese de estarmos perante um edifício termal, tão característico das villae romanas”.

Já na área de implementação de um possível lagar para vinho ou azeite, foi possível identificar os limites de um novo tanque.

Os trabalhos revelaram ainda a existência de um edifício, pelo menos parcialmente coberto por um telhado, e um dolia in situ, “ou seja, uma talha romana que servia para armazenar vinho, azeite ou cereais e que permite confirmar a existência de uma área de armazém”.

De acordo com o município, nos próximos meses, a equipa de Arqueologia “irá dedicar-se ao inventário e ao estudo dos materiais agora recuperados, o que permitirá complementar a análise criteriosa das estruturas postas a descoberto no decurso da escavação”.

Promovido pelo município, através do setor de Arqueologia, Património e Museus, este projeto é desenvolvido por investigadoras de dois centros de investigação nacionais – o CIDEHUS (Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades) da Universidade de Évora e o CECH (Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos) da Universidade de Coimbra – unidades de investigação financiadas pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia).

 

Fotografia de diariodistrito.sapo.pt

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