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Ciência

Alunos de Odemira premiados na Mostra Nacional de Ciência

Quatro alunos da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves de Odemira foram premiados na mais recente edição da Mostra Nacional de Ciência, que se realizou entre os dias 29 e 31 de maio, no Palácio da Alfândega, no Porto. A concurso, estava uma seleção dos 90 melhores projetos de todo o país, nota a autarquia.

Após uma avaliação dos relatórios escritos, foram feitas apresentações, que foram ouvidas por um júri formado por investigadores das diversas áreas da ciência e tecnologia. O Clube Ciência Viva da Escola Secundária de Odemira – BIGEO voltou, tal como tem acontecido em anos anteriores, a estar presente. Este ano, participou com dois trabalhos de investigação e recebeu três prémios.

O “Estudo da regeneração natural de plantas nativas em solos alterados por Acacia longifólia”, de Madalena Oliveira (estudante do 12.º ano) conquistou o 5.º prémio, no valor de 400 euros, e a participação numa Mostra de Ciência em Milão, Itália (I Giovani e le Scienze, 2026). A estudante, que contou com a orientação das professoras Paula Canha e Daniela Salvador, partiu do facto de a área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina estar a ser invadida pela Acacia longifólia, “uma espécie invasora, que altera as características físico-químicas e biológicas do solo”, para questionar “se as alterações no solo provocadas pelas acácias permitem a regeneração das plantas nativas a partir de sementes”, explica o município. Os resultados alcançados apontam “para a possibilidade de restauro de solos dunares” invadidos por esta espécie.

Já o estudo “Utilização do micro-habitat de rato-de-Cabrera por outra fauna selvagem”, de Astride Silva, Bruno Mansos e Madalena Costa (estudantes do 11.º ano), recebeu o prémio de participação numa Mostra de Ciência em Bilbau, Espanha (Zientzia Azoka, 2026). Os alunos estudaram, com a orientação das professoras Paula Canha e Zélia Delgado, “a construção de galerias à superfície do solo, mas protegidas sob a erva alta, complementadas com tocas subterrâneas sob arbustos espinhosos, pelo rato-de-Cabrera (Microtus cabrerae), uma espécie protegida de roedor, endémico da Península Ibérica, que vive exclusivamente em arrelvados húmidos, questionando se estes micro-habitats proporcionariam local de refúgio ou alimentação para outras espécies, incluindo aves”. Os resultados obtidos mostraram existir de facto “uma utilização do micro-habitat por aves e pequenos mamíferos para alimentação e deslocação, sob a proteção das ervas altas e arbustos”, conclui.

 

Fotografia de cienciaviva.pt

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