O Alentejo lidera a subida do custo da habitação em Portugal, com um aumento anual de 19,9% no preço das casas, impulsionado pelos fortes crescimentos registados em Portalegre e Beja. Segundo os dados mais recentes do idealista, relativos a maio de 2026, o mercado residencial nacional atingiu um novo recorde histórico pelo sétimo mês consecutivo, fixando o custo mediano do país em 3.142 euros por metro quadrado (euros/m²), após uma subida global de 10,2% face ao período homólogo. No panorama regional, a escassez de habitação a preços acessíveis acelerou a valorização imobiliária em território alentejano, colocando a região à frente do Centro (15,4%) e dos Açores (12,7%), com um preço mediano fixado nos 2.049 euros/m².
Nas capitais de distrito da região, Portalegre e Beja destacam-se na linha da frente dos maiores aumentos do país. Portalegre registou uma subida expressiva de 28,2% no custo das casas nas grandes cidades, fixando o preço mediano em 1.076 euros/m². Logo a seguir, a cidade de Beja apresentou uma valorização urbana de 23,6%, elevando o metro quadrado para 1.472 euros. Em contraponto a este ritmo acelerado, a cidade de Évora verificou um crescimento mais moderado de 9,4%, embora continue a ser a capital de distrito mais cara do Alentejo para adquirir habitação, com um valor fixado em 2.637 euros/m².
A nível distrital, a tendência de forte valorização repete-se com Portalegre a registar uma subida anual de 19,6% (989 euros/m²) e Beja a avançar 15,3% (1.437 euros/m²). O distrito de Évora acompanhou o movimento com um incremento de 11,8%, situando o seu preço mediano nos 1.675 euros/m². No contexto nacional, apesar dos aumentos acentuados no Alentejo, Lisboa mantém-se como a cidade e o distrito mais caros para comprar casa em Portugal, atingindo máximos respetivos de 6.124 euros/m² e 4.709 euros/m², enquanto o Centro permanece como a região económica mais acessível do país.
