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Alcácer do Sal ativa Plano de Emergência devido aos danos de Kristin

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal ativou, esta quinta-feira, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, tendo em conta “o impacto da depressão Kristin no território”.

Em comunicado, a autarquia explica que esta depressão “causou um elevado número de ocorrências, designadamente a queda de estruturas e de árvores, danos em habitações e infraestruturas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e nas comunicações, cortes de vias rodoviárias, perturbações no normal funcionamento dos serviços públicos e da vida da população”.

O município justifica ainda esta decisão com a “previsão de persistência de condições meteorológicas adversas, suscetíveis de agravar os efeitos já verificados, nomeadamente ao nível do vento forte, precipitação intensa e instabilidade de estruturas”.

Além disso, “mantém-se o caudal de elevada intensidade do rio Sado, provocado pelas descargas contínuas das barragens de Vale do Gaio, Pego do Altar, Campilhas, Odivelas e Alvito”.

Note-se igualmente que, segundo o que o vereador António Grilo revelou à agência Lusa, a zona baixa da cidade de Alcácer do Sal ficou inundada, acumulando em algumas partes mais de um metro de altura de água.

Para a autarquia, “toda esta situação configura um agravamento excecional do risco coletivo, exigindo a adoção de medidas de caráter excecional com vista à salvaguarda de pessoas e bens, bem como à reposição da normalidade”.

Neste sentido, a Câmara Municipal adianta que irá implementar um conjunto de medidas, como a ativação do Posto de Comando de acordo com o previsto; serviços municipais e agentes de Proteção Civil; prioridade às ações de socorro, salvamento e assistência às populações, incluindo realojamento temporário; e o reforço da vigilância e monitorização das zonas de risco.

A mesma fonte garante ainda o reforço dos meios humanos e materiais afetos às operações de proteção civil; a garantia da operacionalidade dos serviços essenciais, como água, saneamento básico, comunicações, energia e saúde; a adoção de medidas especiais de informação pública; e o levantamento sistemático dos danos.

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