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Tiago Teotónio Pereira

A utopia verde

Aquilo que distingue essencialmente as utopias das distopias é o ideário de perfeição e de um universo superior que, muitas das vezes, não está ao alcance do comum dos mortais. Hoje é perfeitamente claro o cenário de imprevisibilidade em torno das alterações climáticas e do próprio futuro do nosso planeta e da nossa espécie. A utopia verde pode ser por isso a de Greta Thunberg, de Al Gore e de todos aqueles que têm insistido na necessidade de colocar a agenda verde, sem recuos, no tabuleiro da ação política.

Abril 4.0

Afirmar Abril não é mais do que estabelecer um conjunto de prioridades e fundamentos para a governação de um país, de uma região ou de um concelho, em que os valores da liberdade, da justiça e da solidariedade têm de estar acima de qualquer conjuntura. Neste desígnio, não há desenvolvimento sem liberdade, não há bem-estar social sem justiça, nem tão pouco sustentabilidade ambiental sem solidariedade.

O Interior é Europa

Os territórios de fronteira protagonizam hoje, como no passado, um campo de batalha ideológica e pautam o avanço ou conservadorismo de uma sociedade ou estrutura política. Basta olharmos para a campanha do muro com o México, nos EUA, ou a discussão em torno do Backstop, entre as Irlandas, para percebermos que estas regiões são ainda de grande fricção, mas também protagonizam espaços de oportunidade e esperança.

No pêndulo da descentralização

Na semana em que conhecemos os resultados da adesão aos primeiros diplomas da descentralização, considero importante traçar alguns factos históricos do nosso Municipalismo, da forma como os Municípios têm lidado com o Estado central e das formas de descentralização que temos conhecido ao longo dos tempos.

Regionalização: 20 anos de arrependimento

Existem os arrependidos, os eternamente convictos, os descrentes e os idealistas. A regionalização serviu para alimentar toda a espécie de sentimentos, pelo menos, ao longo dos últimos 20 anos. Não recuando mais nesta história, vou deixar de lado os vira-casacas, as campanhas sub-reptícias e a comunicação social, tal como o país, centralista e centralizadora.

Obrigado António Arnaut!

Homenagear António Arnaut é reconhecer o papel da liberdade e do serviço público nas nossas vidas. Elogiar António Arnaut é enaltecer a igualdade como causa prestada através do Serviço Nacional de Saúde. Agradecer a António Arnaut é celebrar de forma fraterna a Democracia!