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Contos

Biblioteca de Redondo convida para mais um “Serão de Contos à Lareira”

A Biblioteca Municipal de Redondo recebe hoje, sexta-feira (21), a partir das 21:00, mais um Serão de Contos à Lareira.

“Os contos de tradição oral são uma das maiores riquezas do espólio cultural da humanidade”, destaca a autarquia, em comunicado. “Atravessando gerações, permaneceram vivos até aos dias de hoje, disseminando-se através dos tempos pelas vozes de quem por eles se encantou”, acrescenta.

Santiago do Cacém apresenta obra vencedora do XV Prémio de Conto Manuel da Fonseca

Está agendada para as 16:00 do próximo sábado (18), na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém, a apresentação da obra vencedora da XV edição do Prémio de Conto Manuel da Fonseca, intitulada “Contos do Senhor Tomás da Graça (dez contos e três intervalos)”, da autoria de Eduardo Palaio, que concorreu com o pseudónimo Joachim Guerra.

Palavras Andarilhas animam Jardim Público de Beja

A Câmara Municipal de Beja, através da sua Biblioteca Municipal, vai organizar, entre 30 de agosto e 1 de setembro, a 17.ª edição das Palavras Andarilhas – festa da palavra contada, que decorrerá no Jardim Público da cidade.

Tiago Nacarato e Matay no “Natal no Largo” de Sines

A iniciativa “Natal no Largo” vai animar novamente o centro histórico de Sines entre esta sexta-feira e o próximo domingo com um mercado tradicional, animação e concertos dos artistas Tiago Nacarato e Matay. 

O arranque do “Natal no Largo” acontece ao final do dia de amanhã, 2 de dezembro, com a chegada do Pai Natal, através da companhia de teatro “Ao Luar Teatro”, estando também previstas duas apresentações do projeto de percussão Porbatuka (às 17:30 e às 22:30).

Era uma vez uma couve que queria ser alface...

Era uma vez uma couve que queria ser alface porque o tempo é mais ameno no verão, mas que enquanto semente se enganou e acabou longe de casa a ser comida por um esquilo.

Lagartixa de pés frios

Num mundo paralelo ao nosso, viviam seres imaginários e seres sem imaginação. Nesse mundo, paralelo mas não distante, vivia uma lagartixa roxa com bolinhas amarelas. Era um animal muito requintado. Não havia naquele mundo nenhuma igual a ela.

Nesse mundo, os animais que eram imaginários tinham nomes. Os outros não tinham nada. Lagartixa não tinha nada. Tinha nascido sem poder escolher o que era. Se soubesse, teria preferido nascer um ser imaginário e poderia ser quem quisesse.

A caravela portuguesa

São dois dias na vida de uma alforreca. São dois dias na vida de um ser do mar que viaja ao sabor das águas. Porém, esta não era como as outras. Era diferente, tinha personalidade e, diga-se de passagem, que personalidade. Uns dias, a nossa alforreca, cuja sua graça era Medusa, estava bem e eufórica, outros dias estava em baixo e absolutamente furiosa. Só conseguia pensar numa coisa e isso não era nada de bom.

Medusa, poderei arriscar, sofria de alguma forma congénita de bipolaridade. Não haveria outra forma de pôr as coisas na frente do senhor leitor.

Loiro (O papagaio vaidoso)

Num tempo não muito distante, vivia numa cidade perto do céu um papagaio loiro de bico doirado. Naquele lugar, tão estranho na forma, as casas eram feitas de árvores e todos os animais viviam nelas. Uns, debaixo das raízes em covas profundas... aqueles de classes mais baixas. Outros vivendo em tocas nos troncos das árvores e a grande maioria nos ramos, nas folhas, nas flores... era uma cidade de habitat sustentável.

O homem a quem todos os cães mordiam 

Tinha nome de gato, Felix. Ainda hoje não se sabe ao certo mas talvez fosse por isso que todos os cães o mordiam. Cada vez que passava perto de um cão não se escapava sem levar uma ferroada do canino, fosse qual fosse a raça. Dias havia em que até os pincher o atacavam. Outro dia, um pachorrento de um cão que dormia o sono dos justos agarrou-se-lhe à pele de forma tal que lhe deixou marcada a forma dos dentes e vai ficar cicatriz.

Grãos de areia

Esta é a história verdadeira do homem que de decidiu contar os grãos de areia, um por um, da praia que ficava perto da casa dele. 
Zé Fagundes sempre tinha sido um homem de princípios. Sempre tinha sido obcecado por um motivo, por uma tarefa. Cada momento da sua vida era regido por uma tarefa a terminar, um obstáculo a ultrapassar, algo a fazer.

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