Tribuna Alentejo
luisdias
Alentejo Central

Vendas Novas insiste no encerramento do coletor da Extraoils

A Câmara Municipal de Vendas Novas aprovou, por unanimidade, os fundamentos para oposição da providência cautelar instaurada pela empresa Extraoils – Oils 4 The Future, que obrigou a autarquia a reabrir o coletor de esgoto que serve as instalações da empresa.

Em comunicado enviado ao jornal, a autarquia afirma que, se esta decisão se prolongar, “a mesma será gravemente prejudicial e lesiva do interesse público”. Como base, o município apresenta os direitos fundamentais da população à saúde, ao ambiente e à qualidade de vida, previstos na Constituição Portuguesa, que terão de se sobrepor a qualquer direito individual, nomeadamente o exercício da atividade empresarial e o lucro, “ainda mais, quando prosseguidos de forma regular e sistematicamente, de modo ilegal, ‘amoral’ e atentando contra a saúde pública em Vendas Novas”.

A câmara relembra ainda que os incumprimentos da Extraoils em relação à qualidade dos efluentes lançados na rede pública de esgotos “tiveram consequências diretas no correto funcionamento da ETAR da cidade”, o que causou “um cheiro nauseabundo e irrespirável e a que a população de Vendas Novas – 10 mil pessoas – esteja desprovida de um sistema público de tratamento de águas residuais, situação que é insustentável do ponto de vista civilizacional, da saúde pública e do ambiente”.

A 2 de setembro, para travar o problema, a autarquia encerrou o coletor que serve a empresa, suspendendo as descargas de efluentes na rede pública, “até que se mostre provado, de forma inequívoca e permanente, que todas as questões que colocam em causa a qualidade ambiental local estejam resolvidas”.

No entanto, foi interposta pela empresa uma Providência Cautelar contra o município no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, que fez com que a autarquia fosse obrigada a reabrir o coletor de esgoto. Assim, a Câmara Municipal de Vendas Novas diz opor-se ao despacho do Tribunal de Beja, “que a obrigou a reabrir coletor de esgoto da Extraoils por considerar que a decisão é gravemente prejudicial e lesiva do interesse público”.

A autarquia refere ainda no mesmo comunicado que “quer que esta decisão seja revertida, apresentando agora os seus argumentos legais para a defesa dos direitos constitucionais e fundamentais da população de Vendas Novas a um ambiente de vida saudável, com qualidade e economicamente equilibrado”.

 

Fotografia de facebook.com/municipiodevendasnovas

 

Artigos relacionados

Regimento de Cavalaria N.º 3 celebra em Estremoz os seus 319 anos

Redação Alentejo

Plano de Urbanização de Évora em discussão pública

Redação Alentejo

Évora: GNR age contra o relógio e salva idoso desaparecido durante a noite e que se encontrava inanimado

Redação Alentejo

Doentes de Évora continuam desviados para Lisboa devido a bloqueio na radioterapia. Impasse dura há 3 meses e ULS não se compromete com datas

Redação Alentejo

Évora atingiu 94% da execução PRR para a Capital Europeia da Cultura 2027

Redação Alentejo

PS de Évora reivindica autoria política da Variante Nascente de Évora do IP2 inaugurada hoje

Redação Alentejo