O Conselho Diretivo do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) emitiu um despacho provisório de certificação do “Tapete de Arraiolos” como produto artesanal, no âmbito do Sistema Nacional de Qualificação e Certificação de Produções Artesanais Tradicionais.
Em comunicado, a Câmara Municipal de Arraiolos refere que a decisão, que será publicada na 2.ª série do Diário da República, representa “um marco decisivo na proteção, valorização e reconhecimento oficial do Tapete de Arraiolos”, reconhecendo oficialmente a sua autenticidade e origem.
Segundo a mesma fonte, o processo que conduziu à certificação foi “complexo e exigente”, tendo como momento-chave a suspensão e nulidade, em maio de 2025, do registo de Indicação Geográfica “Tapetes de Arraiolos de Portugal”, apresentado por uma associação de Vila Nova de Gaia.
Posteriormente, a Câmara Municipal de Arraiolos submeteu ao IEFP o caderno de especificações para certificação, enfrentando a exigência inicial de alargar a área de produção a outros concelhos, como Vila Nova de Gaia e Mangualde. Considerando tal proposta inaceitável, o município defendeu a exclusividade da produção em Arraiolos, posição que foi validada pela Comissão Consultiva para a Certificação de Produções Artesanais Tradicionais (CCCPAT).
O parecer favorável reconheceu o cumprimento integral dos requisitos legais previstos no Decreto-Lei n.º 121/2015, a delimitação geográfica restrita ao concelho de Arraiolos e a fundamentação histórica que reafirma o município como núcleo genuíno e tradicional da produção.
A Câmara Municipal de Arraiolos sublinha a importância deste marco para todos os artesãos e habitantes que mantêm vivo “este saber-fazer ancestral” e agradece o contributo da vice-presidente da CCDR Alentejo, Ana Paula Amendoeira, cujo empenho foi determinante para a resolução do processo.
Fotografia de turistaprofissional.com
