Tribuna Alentejo
rita
Colunistas

Sentir

Outrora quebrada, ela respira esperança com o auxílio da simplicidade. Outrora em peças espalhadas, há um abraço que a traz de volta a casa. Há beleza que cobre um corpo. Há vida por detrás de um sorriso. 

Um lar. Dois corpos. Almas separadas. Corações cruzados. Felicidade.

A duração da música foi cortada e nela, no presente, reina um silêncio aconchegante.

Dois fantasmas aparecem a lutar. A lutar por não conseguirem tirar as mãos um do outro. Os vestígios que imploramos para não desaparecerem.

A liberdade que decora o seu coração, chora. Grita como nunca gritou, e súplica. Pela serenidade. Pelo amor. 

O ciclo que parece não ter fim abraça-me e pede desculpas. A minha alma ajoelha-se. Agarro em si com força. Compreensiva, paro-a e sorrio, secretamente pedindo uma outra oportunidade de sentir. 

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