Tribuna Alentejo
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Alentejo Central

Redondo: complexo turístico de 110 ME vai abrir até 2028

Um projeto turístico com um hotel, 35 ‘villas’ e 20 casas de campo, num investimento de 110 milhões de euros, foi anunciado para uma herdade no concelho de Redondo (Évora), onde ficou inacabado outro complexo hoteleiro.

O empreendimento Palheta, que vai ‘nascer’ na Herdade da Palheta, entre Évora e Redondo, é financiado pelo Global Real Estate Fund e gerido pela empresa financeira Arbra Partners Ltd, fundada pelo brasileiro Lucas Bitencourt, em 2022.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa promotora explicou que “a propriedade contará com um hotel de 5 estrelas com 60 quartos, 35 ‘villas’ e 20 casas de campo”.

Contactada pela Lusa, fonte da empresa indicou que o complexo turístico, que envolve “um investimento de 110 milhões de euros”, será “dirigido ao segmento de luxo” e está previsto “abrir em 2028”.

Na edição que saiu ontem, o semanário Expresso notícia este investimento no Alentejo e cita Lucas Bitencourt, “empresário brasileiro radicado em Portugal, desde 2020”, que revela que o início das obras está previsto para 2025.

Antes, “no final do ano” de 2024, vão realizar-se “intervenções a nível de demolições”, segundo o jornal, que assinalou que este projeto vai ser construído na propriedade “onde há muito tempo o insolvente grupo Vila Sol estava a desenvolver um megaempreendimento, mas o edificado entretanto construído ficou ao abandono”.

O então designado Vila Sol Évora, que era projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN) lançado pelo então primeiro-ministro socialista José Sócrates, chegou a estar previsto ‘abrir portas’ em 2009, com hotel com 73 quartos, turismo residencial, campo de golfe e outras valências, mas nunca chegou a ser acabado.

A Euro-Atlântica III, Empreendimentos Urbanísticos, que era a promotora do complexo, cujo hotel estava em fase de construção, foi declarada insolvente em 2012, noticiou a Lusa, na altura.

Agora, a Arbra Partners Ltd., quer “pegar no sobredimensionado projeto que existia numa perspetiva de transformação, recuperando o que for possível”, pode ler-se no jornal Expresso.

No comunicado enviado à Lusa, a empresa promotora considerou que esta herdade é “uma joia escondida no coração do Alentejo, a cerca de 90 minutos de carro de Lisboa”, e, possuindo “um património que remonta a 1428”, e transformação da Palheta para fins turísticos significa “criar uma proposta única no setor da hospitalidade ‘premium’ em Portugal, numa escala que abrange 300 hectares”.

“O hotel oferecerá uma gama de instalações que respeitam o modo de vida historicamente modesto e rural, proporcionando simultaneamente as mais sofisticadas experiências de lazer, bem-estar e gastronomia”, disse a Arbra, que escolheu o “arquiteto de renome mundial” John Pawson para liderar “a arquitetura e design da Palheta”.

As moradias e casas de campo da propriedade serão colocadas à venda e serão totalmente servidas pelo hotel, disse a empresa, explicando que o complexo vai incluir também “um clube de vinhos numa adega centenária, marca do rico legado enológico da propriedade”, cujas vinhas ocupam 25 hectares.

“Espera-se que a Palheta atraia hóspedes internacionais, proprietários e a comunidade local”, segundo a Arbra, que prometeu que “a arte e a cultura vão desempenhar um papel fundamental na vida da propriedade, com a criação de um novo anfiteatro ao ar livre, um pavilhão de arte, estúdios e residências de artistas”.

Um centro de bem-estar, um ‘spa’, centro desportivo, quinta biológica, restaurante e parque infantil são outras das valências do projeto.

 

Imagem de nrv-norvia.com

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