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Polígrafo e Gulbenkian testam alunos de Évora sobre conteúdos falsos

Mais de meia centena de alunos da Escola Secundária André de Gouveia, em Évora, participaram numa sessão dedicada a aprender a identificar desinformação online, numa iniciativa que os desafiou a analisar imagens manipuladas e a verificar conteúdos virais.

De acordo com a agência Lusa, a sessão integra o “roadshow” educativo da 2.ª edição do projeto “Pinóquio na Escola”, desenvolvido pelo Polígrafo em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian.

Filipe Pardal, diretor de operações do Polígrafo, conduziu a sessão, lançando uma pergunta simples à sala: “O que é desinformação?”. Entre duas respostas – “não estar informado” e “informação falsa” – chegou-se à definição correta do termo. A desinformação, explicou o responsável do Polígrafo, refere-se à disseminação intencional de informação falsa ou enganadora, visando manipular a opinião pública.

A partir do conceito, os alunos foram desafiados a colocar em prática o olhar crítico, através de uma sequência de exercícios onde tiveram de distinguir imagens verdadeiras de conteúdos manipulados. Depois, o objetivo era analisar afirmações virais e discutir como poderiam verificar a sua veracidade.

Entre as estratégias sugeridas pelo responsável do Polígrafo estão verificar se a página que publica a informação é credível, procurar confirmação em meios de comunicação social, analisar a data da publicação e desconfiar de erros ortográficos.

Em declarações à Lusa, o diretor do Polígrafo explicou que “hoje em dia um jovem que estuda no ensino secundário ou no terceiro ciclo é muito mais exposto à desinformação, numa idade precoce”, face às gerações anteriores que consumiam informação pela televisão e pelos jornais.

Neste sentido, Filipe Pardal defendeu que o trabalho de literacia mediática feito nas escolas é insuficiente, porque há um desfasamento temporal entre os desafios atuais e os currículos escolares.

Já a diretora do agrupamento de Escolas André de Gouveia, Maria Peres, considerou que a literacia mediática é transversal a todas as disciplinas, embora considere necessário um esforço entre família, escola, comunidade e meios de comunicação para que os jovens possam desenvolver pensamento crítico.

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