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PISÃO, A BARRAGEM QUE TODOS QUEREM MAS NINGUÉM CONSTRÓI

O CLIP propôs e os partidos com assento na Assembleia Municipal de Portalegre, PS, PSD e CDU aprovaram. Falamos de uma moção apresentada esta semana que defende a construção da Barragem do Pisão, uma velha ambição do Alto Alentejo, com um investimento estimado de 100 milhões de euros. Se a ideia tem décadas, sobretudo para reforçar o regadio daquela região, acresce agora a necessidade de definir o projeto com a valência do abastecimento à população, inserida na proposta e que levou os partidos políticos a considerar que é assim que deve ser.

A Barragem do Pisão, a ser construída junto à pequena aldeia do Pisão, que desaparecerá como desapareceu a Aldeia da Luz em Alqueva, já foi anunciada pelo menos 3 vezes mas nunca saiu do papel. Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso enquanto primeiros-ministros apresentaram-na como uma obra que se concretizaria mas até hoje nada aconteceu.

Os últimos anos de seca têm aumentado a pertinência daquela obra e já em 2016 houve consenso total na Assembleia da República para incluir o projeto hidráulico de fins múltiplos do Crato (Barragem do Pisão) nas prioridades de investimento em regadio. Todos os partidos votaram favoravelmente o projeto de resolução, apresentado então pelo PCP.

Todos os partidos políticos parecem defender que a construção da Barragem do Pisão poderá fomentar fortemente a atividade agrícola, agroalimentar e turística da região, já que o projeto inicial prevê a cobertura de nove mil hectares, beneficiando os concelhos do Crato, Alter do Chão, Portalegre, Avis e Fronteira.

Já em 2013 os autarcas dos 15 concelhos de Portalegre clamavam por fundos comunitários para a obra poder avançar. Mas até hoje a Barragem do Pisão não passou disto, e já esperou tanto como Alqueva.

 

 

 

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