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Alto Alentejo

Municípios de Portalegre querem bombeiros com acesso a combustíveis verdes

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), que reúne os 15 municípios do distrito de Portalegre, aprovou por unanimidade uma moção que apela ao Governo e aos grupos parlamentares para que “agilizem a legislação” no sentido de “apoiar o acesso” dos bombeiros aos combustíveis verdes.

Em comunicado, citado pela agência Lusa, a CIMAA explica que, no documento, os municípios manifestam a sua “solidariedade” para com as associações humanitárias de bombeiros voluntários e para com a Federação de Bombeiros de Portalegre.

A moção recomenda ainda ao Ministério da Saúde a “cobertura dos custos efetivos” dos serviços protocolados e prestados pelos corpos de bombeiros, no âmbito da emergência pré-hospitalar e transporte de doentes.

Note-se que esta moção surge depois de, já este mês, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) ter lamentado o facto de o Governo não ter “ainda encontrado uma solução” para minimizar “o impacto brutal” do aumento do preço dos combustíveis nas corporações de bombeiros.

No passado dia 9 de abril, a LBP exigiu mesmo ao Governo que apresente, num prazo máximo de 15 dias, medidas que mitiguem o impacto do aumento do preço dos combustíveis no orçamento das corporações.

Na altura, em comunicado, a LBP prometeu convocar um Conselho Nacional extraordinário “para análise, discussão e tomadas de medidas excecionais e com impacto público”, caso não haja resposta do Governo no tempo exigido.

Já António Nunes, presidente da LBP, disse à Lusa que os ministérios da Administração Interna e da Saúde sabem quais são as dificuldades das corporações de bombeiros e conhecem as propostas da LBP para que consigam resistir ao aumento do preço dos combustíveis.

As propostas da LBP incluem medidas equivalentes aos transportes públicos, acesso ao gasóleo verde e a assinatura do despacho acordado entre a Liga e o Ministério da Saúde em novembro de 2021 para o transporte não urgente de doentes, que revia a tabela de 2012.

António Nunes disse, então, que “está quase a chegar” o momento em que as corporações de bombeiros “vão deixar de ter capacidade para pagar os combustíveis aos fornecedores”.

 

Fotografia de observador.pt

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