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Ministro da Defesa diz que fábrica de aviões militares vai mesmo nascer em Beja

O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, defende estar a dar passos largos para concretizar a instalação da nova fábrica de aeronaves militares Super Tucano em Beja, um forte compromisso governamental que impulsiona o avanço deste investimento industrial no Alentejo. Esta firme aposta da tutela surge integrada na estratégia de autonomia do país e ganha ainda maior relevância com o recente sucesso operacional em Alverca, onde a Embraer e a OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal concluíram a primeira manutenção programada de 24 meses de um C-390 Millennium da Força Aérea da Hungria.
O Brigadeiro-General Tamás Bali, comandante da Força Aérea Húngara, elogiou a elevada competência técnica demonstrada no processo, confirmando a robustez do suporte logístico nacional para este cargueiro multifunções, preparado para missões que vão desde o transporte de carga ao reabastecimento em voo.
O avanço nas negociações com a construtora brasileira, que já investiu mais de 500 milhões de euros em Portugal e detém 65% da OGMA, promete transformar Beja num polo aeronáutico de referência europeia. A futura fábrica de aeronaves de ataque leve e treino avançado Super Tucano irá valorizar significativamente a infraestrutura do aeroporto alentejano e dinamizar o tecido económico regional. Nuno Melo confirmou a realização de novas reuniões com os representantes da empresa no Brasil, consolidando um projeto que responde à necessidade europeia de autonomia estratégica e fixa emprego de alta tecnologia em Portugal.

recorde-se que ss novos A-29N Super Tucano da Força Aérea Portuguesa chegaram à Base Aérea n.º 11, em Beja, em dezembro do ano passado depois de concluída a entrega oficial das aeronaves à instituição. Os aviões passam a integrar a Esquadra 101 — “Roncos”, assinalando o início de uma nova fase operacional e de instrução naquela unidade militar.

Com configuração NATO, os A-29N Super Tucano vêm reforçar a interoperabilidade da Força Aérea Portuguesa, acrescentando capacidades relevantes em missões de apoio aéreo próximo em operações conjuntas e combinadas, instrução avançada de pilotagem e ações de combate a ameaças aéreas não tripuladas. A incorporação destas aeronaves responde às atuais exigências operacionais e contribui para a consolidação da Base Aérea de Beja como um polo central de treino, formação e operações, enquanto a cidade os vai construir.

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