Um militar da GNR efetuou vários disparos para o ar esta sexta-feira, dia 26 de junho de 2026, no final da cerimónia de juramento de bandeira no Centro de Formação de Portalegre. O incidente ocorreu numa altura em que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o comandante-geral da Guarda, Rui Veloso, ainda se encontravam nas instalações. O ato de desespero terá sido motivado por problemas de saúde do próprio militar e por uma situação clínica grave de um filho menor.
Minutos antes de disparar a arma de serviço, o homem contactou um jornalista do Correio da Manhã por mensagens, afirmando que “eles vão ter de me ouvir”. Logo de seguida, fez uma chamada telefónica para o mesmo profissional, momento em que se ouviram as detonações. A situação gerou grande alarme, mas o militar foi prontamente controlado e isolado pelas forças de segurança presentes.
Do incidente não resultaram quaisquer feridos ou danos materiais. Em comunicado, a GNR confirmou que o militar apresentava uma visível instabilidade psicológica e que recebeu acompanhamento imediato por parte dos serviços clínicos da instituição. O caso já foi reportado à Polícia Judiciária Militar e ao Ministério Público para investigação.
