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Alentejo Litoral

Litoral Alentejano contesta estratégia do Governo para a gestão da rede pública de água

A reunião de ontem entre o Secretário de Estado do Ambiente Carlos Martins e os autarcas do litoral alentejano não correu conforme esperavam estes últimos. Em cima da mesa estava a pretensão da Comissão Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) em conseguir co-financiamento para obras em redes de saneamento e abastecimento de água em baixa, que foi rejeitada segundo os autarcas, porque o Governo terá outra estratégia para a gestão das redes e terá já lançado um aviso de concurso para sistemas agregados.

Para Vítor Proença, presidente da CIMAL, as Câmaras Municipais deviam ter acesso individualmente a fundos comunitários para obras de renovação das redes de saneamento e de abastecimento de água em baixa, rejeitando a ideia de sistemas agregados. Ainda segundo Vítor Proença, o Governo está a preparar uma linha de financiamento para apoio aos municípios com dívidas elevadas à empresa pública Águas de Portugal e um concurso para intervenções em redes de abastecimento de águas, tanto para sistemas agregados como para os não agregados. No entanto Vítor Proença considera que os 35 milhões de euros disponíveis para este concurso são insuficientes, por excluirem a parte do saneamento e servirão apenas para intervenções em redes de abastecimento de água em baixa.

O presidente da CIMAL considera também que apenas os grandes municípios poderão aceder a este financiamento por possuirem sistemas de abastecimento de água "muito avançados e concentrados ao contrário do Alentejo”.

 

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