14 Novembro 2017      09:39

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LABORATÓRIO HERCULES AJUDA A DEVOLVER CORES ORIGINAIS À SALA "DO BEIJA-MÃO" DE MAFRA

Quando passam 300 anos do início da construção do Real Edifício de Mafra, a Sala do Trono oferece a partir da próxima sexta-feira aos cerca de mil visitantes diários as suas magníficas cores originais, numa intervenção que durou 7 meses e que envolveu o Laboratório HERCULES da Universidade de Évora, o mais avançado do seu género na Europa.

Em declarações ao Diário de Notícias Ana Sofia Lopes, coordenadora do restauro, explicou que foi preciso uma investigação profunda para compreender as diversas técnicas e materiais usados naquela pintura de Cirilo Volkmar Machado e Domingos Sequeira, executada a partir de 1786, e identificar os problemas da pintura tais como sais, humidades, e lacunas, seguindo depois as três leis de conservação e restauro  "Os princípios da distinguibilidade, da reversibilidade e da mínima intervenção."

Hoje aquela que foi a "Sala do Beja-Mão", onde se realizava a cerimónia do beija-mão sempre que a família real se encontrava em Mafra, tem maior luminosidade, os azuis são mais azuis, os rosas mais rosas e a "capa" amarelecida do tempo foi completamente limpa.

A obra porém teve ao longo do tempo várias intervenções e muitos dos repintes foram feitos a óleo sobre o original feito a óleo mas também a têmpora, especto que continua a ser estudado pelo Laboratório HERCULES, que procura identificar as técnicas de execução da obra.

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