O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, criticou esta segunda-feira a “pequenina guerra de alecrim e manjerona” que bloqueia o hospital de Évora, apelando à intervenção do primeiro-ministro.
De acordo com a agência Lusa, José Luís Carneiro, que discursava no comício de apresentação de Carlos Zorrinho à presidência da Câmara de Évora, na Praça do Giraldo, afirmou: “quero daqui interpelar o Governo e o primeiro-ministro que não podemos ficar bloqueados numa pequenina guerra de alecrim e manjerona entre disputas de competências e que finalmente se coloque esse hospital ao serviço do país e ao serviço desta importante região”.
José Luís Carneiro enfatizou a importância da vitória do PS neste concelho que, nas últimas autárquicas, os socialistas não conseguiram conquistar à CDU por menos de 300 votos.
Segundo o secretário-geral do PS, “é incompreensível” que a conclusão do novo hospital de Évora esteja bloqueada por necessidades de infraestruturas e de acessos.
Note-se que, em julho, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, desafiou o Governo a assinar “já amanhã” o protocolo que permite ao município avançar com os acessos e infraestruturas do novo hospital da cidade.
Este comunicado foi uma resposta às declarações do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que apelou ao autarca para que fosse “mais diligente e proativo” e assinasse “o protocolo que ainda não quis assinar, para que, pelo menos, depois de o hospital estar pronto”, possam existir acessos “num breve prazo”.
Considerando decisiva a eleição de Carlos Zorrinho, José Luís Carneiro considerou que o município, liderado pela CDU, parou no tempo.
“Quando os outros andam para a frente e nós estagnamos significa verdadeiramente que estamos a andar para trás e é disso que se está a falar hoje aqui em Évora com a candidatura do Carlos Zorrinho. Ele tem as prioridades certas em relação ao modelo e ao projeto de desenvolvimento”, disse.
Como secretário-geral do PS e que “aspira a ser primeiro-ministro”, José Luís Carneiro disse ser “muito importante” ter em Évora alguém que tenha a “visão estratégica” de Carlos Zorrinho porque “isso contribuirá a sul para afirmar Portugal no mundo”.
Carneiro terminou o seu discurso apelando a todos os socialistas para que façam “uma campanha com elevação”.
“Uma campanha que não deixe de apresentar as nossas propostas, que deixe de apresentar as nossas prioridades políticas, mas façamo-la com elevação porque hoje a democracia está precisamente a carecer de cidadãs e de cidadãos que sejam todos os dias, nas suas atitudes e nos seus comportamentos, baluartes dos valores fundamentais da elevação cívica, da ética republicana”, pediu.
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