Tribuna Alentejo
Baixo Alentejo

Falta de inspeção do IMT retém viaturas de bombeiros no Baixo Alentejo em época de incêndios

As corporações de bombeiros de Barrancos, Beja e Moura estão com várias viaturas operacionais imobilizadas devido a atrasos administrativos e à falta de inspeção por parte do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT). A situação foi denunciada pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS), que já questionou formalmente o ministro da Administração Interna sobre os constrangimentos que estão a impedir a circulação de veículos de socorro e de combate a incêndios na região do Baixo Alentejo.
De acordo com os socialistas, o problema afeta diferentes tipos de veículos pesados e ligeiros, estendendo-se desde os meios diretos de combate a incêndios florestais até viaturas de apoio tático e logístico. A origem do impasse prende-se com a lentidão em procedimentos administrativos associados ao registo automóvel, à emissão de documentação oficial e ao cumprimento das exigências inspetivas, processos que envolvem e dependem da articulação de várias entidades da Administração Pública.
A gravidade deste bloqueio burocrático ficou demonstrada no recente incêndio rural que fustigou o concelho de Castro Verde, onde as chamas consumiram cerca de uma centena de hectares. Durante as operações de mitigação deste fogo, uma das viaturas da corporação local de bombeiros não pôde ser mobilizada para o terreno pelo facto de não possuir a inspeção válida exigida por lei.
Os deputados alertam que a indisponibilidade forçada destes meios terrestres reduz de forma perigosa a capacidade de resposta operacional dos bombeiros. Este fator é considerado crítico pelos parlamentares, visto que a região atravessa um período climatérico em que é fundamental garantir a prontidão máxima e a eficácia na prevenção e no combate aos fogos rurais.
Na pergunta formal enviada ao Governo, o Grupo Parlamentar do PS exige esclarecimentos urgentes sobre as dificuldades específicas que estão a travar os processos de registo e de emissão documental das viaturas afetadas. Os deputados querem ainda saber que medidas imediatas serão adotadas pelo Ministério da Administração Interna para desbloquear a situação e salvaguardar a plena operacionalidade dos meios de proteção e socorro. Os socialistas classificam o cenário atual como muito preocupante, uma vez que a ausência forçada de equipamento essencial em contexto de emergência coloca em risco as populações, defendendo por isso uma resolução célere para o problema.
O Ministério da Administração Interna (MAI) ainda não emitiu uma resposta oficial definitiva ou pública ao requerimento enviado pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista. O pedido de esclarecimento foi submetido recentemente no Parlamento português e a Administração Interna dispõe de um prazo legal regulamentar de 30 dias para responder por escrito às perguntas dos deputados.

Artigos relacionados

Odemira recebe primeira Bienal de Arte e Ciência

Redação Alentejo

A26 até Beja só deverá avançar depois de 2028

Redação Alentejo

Vinho, Cultura e Sabores numa romaria em Ferreira do Alentejo

Redação Alentejo

Lamas de ETAR usadas na agricultura em Castro Verde e Aljustrel espalham “nuvens de moscas e odor insuportável” na região

Redação Alentejo

Deputado do PSD de Beja rejeita que haja crise política na Câmara de Beja e considera notícias sobre o assunto como “tremendismo”

Redação Alentejo

Divergências entre Presidente e Vice-presidente da Câmara de Beja podem ditar crise política sem precedentes

Redação Alentejo