A instalação de um novo campo de tiro em Alter do Chão está a gerar forte contestação entre produtores locais, que temem prejuízos económicos significativos devido ao ruído e à restrição de áreas de pastagem.
Agricultores e criadores alertam para os riscos ambientais e para a desvalorização do património rural, exigindo estudos de impacto rigorosos e a intervenção das autoridades para travar o projeto.
A decisão de implementar este novo campo de tiro em Alter do Chão partiu do Exército Português, com o aval do Ministério da Defesa Nacional. Esta infraestrutura será instalada na Coudelaria de Alter, um espaço sob gestão estatal, e a sua fundamentação assenta em necessidades estratégicas e logísticas militares, porém a criação de perímetros de segurança pode limitar o acesso a pastagens e caminhos agrícolas fundamentais para a economia local.
O principal campo de tiro do País, historicamente ligado ao exército mas atualmente sob gestão da Força Aérea (FAP), localiza-se em Samora Correia/Alcochete, com cerca de 7560 hectares, precisamente a mesma área que vai ocupar em Alter do Chão, quando for transferido.
O Exército necessita de áreas de treino que permitam o uso de diferentes calibres e armamento moderno num local controlado e utilização de terrenos que já são propriedade do Estado evita gastos com expropriações e permite aproveitar a logística de segurança já existente na região.
A instalação do campo de tiro em Alter do Chão aguarda a realização e aprovação do estudo de impacto ambiental, cujos riscos preliminares apontam para danos à biodiversidade local e à avifauna protegida. A Câmara Municipal de Alter do Chão apoia o projeto, visando o desenvolvimento económico, apesar da contestação política local e da necessidade admitida pelo Governo de expropriações.
Imagem de capa do Exército Português
