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Ambiente

DESASTRE AMBIENTAL IMINENTE NO ALQUEVA

Um desastre ambiental na albufeira de Alqueva pode ser uma realidade a todo o momento. As temperaturas que se registam na região criam as condições propícias à proliferação do jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) e pode ser uma séria ameaça à vida no lago.

Esta espécie cobre já cerca de 75 quilómetros no médio Guadiana ainda em território espanhol, onde são retirados diariamente cerca de uma centena de toneladas desta planta e neste momento a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) está a proceder à recolha de fragmentos da planta invasora a montante da albufeira.

A ameaça está identificada pelas autoridades espanholas desde 2006, quando foram detectadas as primeiras plantas desta especie originária da bacia do Amazonas. E foi logo identificado o perigo de a mesma chegar ao maior lago artificial da Europa. Quer pela extensão, quer pela quantidade de nutrientes que ali se concentram – "tem todas as características para se tornar um lugar ideal para a infestante crescer e se espalhar", referiu fonte da Confederação Hidrográfica do Guadiana (CHG).

Esta planta tem uma capacidade muito elevada para absorver contaminantes da água e retê-los em concentrações até 1000x superiores que existem na água, daí que sejam usadas em estações de tratamento de águas residuais como filtros naturais. Mas fora de controle transforma-se em ameaças à vida das próprias águas onde proliferam.

Para já e como aconteceu em 2014, recolhem-se nesta altura várias toneladas da planta, tendo sido este ano reforçado o contigente com novas embarcações para esse fim, havendo neste momento 26 embarcações ao serviço, bem como a aquisição de mais 2000 metros de barreiras flutuantes, a juntar aos 5000 metros existentes, de forma a impedir a colonização de Alqueva por esta praga.

Segundo declarações à Agência EFE do chefe do Serviço Florestal da CHG, Nicolás Cifuentes, a planta chegou a Portugal em pequenas quantidades após as inundações de 2013, "mas chegou".

Com um crescimento extremamente rápido, em condições adequadas, a espécie pode duplicar a sua população em 5 dias. A taxa de crescimento é mais elevada na Primavera, ocorrendo uma diminuição no Outono devido à descida da temperatura e à formação de geadas. Pode também sobreviver em terra se houver muita água disponível.

Também segundo Nicolás Cifuentes, esta pode não ser a única ameaça séria, já que a presença de Azolla e do nenúfar mexicano foram também identificados na região.

Imagem daqui.

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